Sexta-feira, 2 de Janeiro de 2009

Turistas, os hunos modernos

Sou só eu ou tem mais alguém aqui totalmente xenófobo quando o assunto é turista?

 

Neste fim de ano, minha amada e querida Santos está a sucursal do inferno. Uma horda de bárbaros vinda de tudo que é canto do estado - e mesmo do país, vi um Audi TT com placa do ES - transformou a cidade num palco de barbaridades e abusos a céu aberto. Isto aqui está pior que o Coliseu romano: os turistas são os leões e os nativos da cidade os cristãos jogados a própria sorte.

 

Turistas tem a impressão de que podem tudo na cidade dos outros. O pensamento do bom turista: "já que ninguém me conhece aqui mesmo, eu vou tocar o puteiro e que todo mundo se foda". Claro, há as exceções de praxe, mas a maioria quer mesmo é ver o circo pegar fogo. Bebedeiras, som alto, desrespeito, falta de higiene são os componentes que fazem de Santos o inferno que está nesses dias. A "cereja do bolo" eu vi ontem na praia: uma mãe tirando a fralda da criança e, serenamente, deixando a fralda no mar. O nojo que  aquela cena me deu fez com que eu perdesse a vontade de ficar na água. Puxei minha filha e fomos embora, eu com a certeza de que a cidade que nasci e vivo até hoje não é mais minha.

 

Turistas, façam um favor a este santista sofrido: VÃO EMBORA! Sumam daqui com sua sujeira e descaso. Voltem quando (sabe Deus quando!) tiverem um mínimo de bom senso em suas cabeças ocas. Deixem a cidade para seus habitantes, que cuidam dela com carinho e amor. Voltem para suas ciadades e nos deixem em paz.

 

Se ue tenho bronca de turista? Eu tenho tanta bronca de turista que eu evito viajar pra não me transformar em um...


publicado por L de Leonardo às 16:14
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2 comentários:
De Mário Sérgio Figueredo a 3 de Janeiro de 2009 às 01:25
Léo, ri demais aqui. Seu calvário salvou o meu dia pois fazia tempo que não ria tanto.

Morei por 3 anos num balneário paranaense chamado Praia de Leste e entendo bem o que você escreveu. Sem contar aquele parentes que sentem uma "saudade repentina" - aquela saudade que só bate no verão - e transformam a casa permanente num centro de veraneio. Foi duro até que aprendemos a dizer "NÃO" e recomendar um hotelzinho ótimo do lugar.

No teu caso não há jeito de dizer "NÃO", é relaxar e aproveitar.

KKKKKKKKKKKK, tenho que continuar rindo.

Abraços


De O Elemento a 6 de Janeiro de 2009 às 14:39
Putz, Léo

Eu estava lá de turista, mas não faço parte dessa lista aí não! Faço parte da outra lista, que também fica pasma com a atitude dos turistas em geral.

Ao final da tarde, sábado, estávamos em Praia Grande, e pude observar a quantidade de lixo deixada na beira da praia, que o mar arrasta para suas profundezas e que um dia ele devolverá, em algum lugar onde vai causar um dano inestimável à população (à mesma população que deixou o lixo naquele local).

Vi, ainda, o serviço de limpeza da praia, que aparentemente ocorre todas as noites, utilizando caminhões e tratores para recolher tamanha porcalhada do povo.

Fizemos a nossa parte, para dar exemplo aos poucos que ali ainda estavam. Recolhemos nosso lixo e o depositamos no local correto. O mínimo do mínimo!


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